Criação. 07 MAR 2021

«Devemos criar cavalos com três andamentos naturais e muita força»

Confira o depoimento de Manuel Borba Veiga, da Coudelaria Veiga, ele que também é cavaleiro internacional de Dressage, no âmbito do desafio lançado por Bruno Caseirão com o tema "Cavalo Lusitano: o que preservar, modificar e inovar?".


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(c) Rita Fernandes

«A distinta, mágica, Raça Lusitana, um património único que temos a obrigação de preservar e claro, se possível, melhorar.

Em primeiro lugar reflectir sobre a sua tipicidade, o seu carácter, muito próprio de um cavalo guerreiro e sem medos, sério, artista, com vontade de colaborar com o seu cavaleiro.

A sua versatilidade é indiscutível tanto numa praça de toiros, num concurso de ensino, de obstáculos, na atrelagem ou equitação de trabalho.

O seu carácter sério, que tanto trabalho exige ao seu cavaleiro, pede – até se atingir a simbiose perfeita entre o binómio homem-cavalo – uma monte fina, inteligente. Esta simbiose é, a meu ver, a essência pois é quando alcançamos esta confiança que “apresentamos” o cavalo Lusitano no seu esplendor máximo.

Destacaria a fantástica capacidade de reunião muito característica da Raça Lusitana e que se deve manter. A longo prazo, de forma a obtermos com mais facilidade melhores performances nas pistas internacionais, devemos ter a preocupação de criarmos cavalos com três andamentos naturais com a melhor qualidade possível e com mais força.

No que toca à “actualização” da raça penso que esta passa pelas novas gerações, onde me incluo, de termos seriedade, humildade, e de estarmos atentos ao mundo da alta competição equestre internacional. Só deste modo conseguimos defender e divulgar a nossa raça, atraindo grandes patrocinadores a investirem e, desta forma, facilitando a presença crescente de conjuntos portugueses com todo o suporte necessário para o sucesso.

A terminar, relembrar que, para a Raça Lusitana evoluir, não podemos esquecer o maravilhoso trabalho de todos os grandes homens de cavalos que nos antecederam, enaltecendo deste modo o legado que tantos anos demorou a construir.»

Manuel Veiga

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