Saltos. 18 JAN 2021

Até sempre, João Chuva

O cavaleiro de saltos de obstáculos deixou-nos este sábado, vítima de doença prolongada.


Tempo de Leitura: 3 Min

João Chuva

João Chuva faleceu aos 57 anos, deixando uma gigante onda de pesar na comunidade equestre, que sentirá a sua ausência nos concursos, dentro e fora de pista. Enquanto pessoa e cavaleiro, primou sempre pela elegância e elevação no meio hípico, bem como pela excelente equitação, destacando-se pela sobriedade e discrição.

Foi vencedor do Campeonato de Portugal de Cavaleiro de Obstáculos (CPCO) em 1998 com Killy des Neiges e em 2001 com Luacar M5 Oddball. Foi também vice-campeão em 2000 (com Luacar M5 Oddball), em 2006 e 2008 (Pluco T) e mais recentemente, em 2019 (com HHS Washington). Em 2015 foi medalha de bronze no CPCO com Virginia Dream.

Chegou a estar radicado em Itália e fez parte de inúmeras equipas nacionais, tendo participado nos Concursos de Saltos Internacionais Oficiais de 2001 (com Careme), 2002 (com Cataleis Oddball), 2006, 2007, 2009 e 2013 (com Pluco T) e ainda em 2014 (com Virginia Dream).

Em 2017 foi seleccionado para o Campeonato da Europa de Seniores em Gotemburgo, na Suécia, onde participou com o cavalo António.

João Chuva Salto

João Chuva somou inúmeras vitórias ao mais alto nível, com uma carreira de várias décadas nos saltos de obstáculos. Uma das provas a que não faltava era o saudoso concurso do Vimeiro, pista relvada que tantas vezes lhe foi favorável e onde invariavelmente o hino nacional soava em sua honra.

Foi capa da EQUITAÇÃO  e por variadíssimas vezes falou aos microfones da EQUITAÇÃO TV, deixando perceber a humildade e educação que o caracterizavam e que, na redacção, não iremos esquecer.

As homenagens multiplicam-se nas redes sociais, com várias mensagens de tristeza pelo desaparecimento do cavaleiro. Entre elas a de Bernardo Ladeira, também ele cavaleiro de obstáculos, que partilhou “Nem consigo acreditar que o João nos deixou... Uma pessoa tão boa, com o qual tive o prazer de aprender imenso! Sempre me ajudou e apoiou ao longo da minha aprendizagem, nunca será esquecido. Até um dia”

Jorge Gouveia da Costa afirma que “Deixa-nos um Grande Homem de cavalos, um cavaleiro de enorme classe, mas sobretudo uma pessoa, em virtude da sua magnífica personalidade, estimada e respeitada por todos”

Já o cavaleiro de dressage, Gonçalo Carvalho escreveu: “Uma pequena, mas muito merecida homenagem a um grande cavaleiro, colega e homem de cavalos. Um profissional ímpar onde a educação, a seriedade, honestidade e bons princípios eram a “marca” dele. As minhas sinceras condolências a toda a família. O mundo equestre português ficou hoje mais pobre”

À família enlutada, neste momento difícil, a EQUITAÇÃO endereça as mais sentidas condolências.

Autor:

Cátia Mogo

catiamogo@invesporte.pt

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