Actualidade. 12 OUT 2020

Brexit preocupa indústria equestre

A saída do Reino Unido da União Europeia traz algumas dificuldades às deslocações de equinos, que precisam de ser solucionadas pelo bem da indústria.


Tempo de Leitura: 2 Min

cavalo

As soluções propostas para assegurar o futuro da indústria equestre, no que diz respeito ao trânsito de animais entre os estados membros da União Europeia e o Reino Unido, foram enviadas para Michel Barnier, Responsável do grupo de trabalho da Comissão europeua para a negociação com o Reino Unido e para Lord Frost, o Conselheiro do Primeiro-ministro britânico e Chefe das negociações com a Europa.

As propostas, que incluem o equilíbrio do estado de saúde dos equinos entre a UE e ao Reino Unido, passaportes digitais e a isenção de tarifas para o movimento de trans-fronteiriço, estão descritas num dossier de 14 páginas produzido pelo grupo de trabalho da Confederação Internacional do Desporto Equestre para o Brexit e pela Lei da Saúde Animal da UE, em colaboração com entidades ligadas às corridas de cavalos e à criação.

O estado de saúde de cada cavalo pode ser validado de forma instantânea através do acesso aos dados actualizados da vacinação e registos médicos, permitindo um nível mais elevado de monitorização e prevenção de potenciais surtos, em conformidade com os requerimentos de biosegurança da Lei de Saúde Animal da UE, o que facilitaria o trânsito desses cavalos. Os passaportes digitais para equinos também podem ser adoptados para utilização entre estados membros da União Europeia e outros países previamente definidos. 

Se o acordo de transações com o Reino Unido não for alcançado, o grupo de trabalho pede à UE que declare equilíbrio no estado de saúde para determinados países, ou acordos regionais assinados entre países vizinhos na UE, tendo já existido previamente alguns entre a França, Reino Unido e Irlanda ou entre França e os países do Benelux.

“A indústria equina é crucial para a economia, sociedade, desporto e cultura não só da UE como também do Reino Unido, pelo que, como representantes de todos os sectores dessa área, acreditamos que há soluções simples que podem garantir um futuro seguro para a indústria equina europeia”, disse Ingmar De Vos, presidente da Confederação Internacional do Desporto Equestre.

Autor:

Cátia Mogo

catiamogo@invesporte.pt

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