Saltos. 15 SET 2020

Polémica com lotação e distanciamento social no CSI de Esposende

O Clube Hípico do Norte (CHN) já emitiu mesmo um comunicado.


Tempo de Leitura: 5 Min

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Foto: Marisa Suzano

 

O concurso chegou ao fim no domingo à tarde mas desde aí que tem sido notícia, pelos piores motivos, ao fazer manchetes na imprensa generalista devido à existência de público excessivo nas instalações do Clube Hípico do Norte.

Contactado pela EQUITAÇÃO, Bruno Barros, da Comissão Organizadora do CSI Esposende, garante que não foram infringidas nenhumas regras nem da Direcção Geral de Saúde (DGS), nem as directivas da FEP e FEI.

Em comunicado, o Clube começa logo por afirmar que “O Concurso de Saltos Internacional de Esposende que decorreu entre 11 e 13 de Setembro, não teve entrada permitida ao público.”

O número de pessoas que foi possível ver nas imagens televisivas é explicado neste comunicado, com as normas do “Programa Internacional da FEI, que no artigo 16, prevê 5 acreditações por cavalo (“1 athlete + 1 partner + 1 groom + 2 horse owner”). A inscrição no Programa Nacional previa 5 acreditações por cavalo (1 atleta + 1 treinador + 1 Tratador + 2 acompanhantes/familiares). Para apurar o número total de pessoas credenciadas no evento, o fator de ponderação foi o número de acreditações autorizadas, relativamente ao número de cavalos presentes. Em consonância, estiveram presentes 203 cavalos no evento, resultando um total máximo de 1015 pessoas possíveis.”

Segundo os organizadores “o número total de pessoas registadas nos 3 dias de competição foi de 350 (11 de Setembro); 485 (12 de Setembro) e 702 (13 de Setembro). Desta forma, a lotação do efetivo total ao recinto, em momento algum foi excedido.”

Quanto ao facto das imagens televisivas, durante a transmissão do Grande Prémio, mostrarem o incumprimento do distanciamento social, o comunicado refere-se ao facto como um “uma imprecisão do distanciamento social” justificado “pela movimentação das pessoas na bancada, passando uma imagem exacerbada, relativamente ao incumprimento das normas definidas.”

O CHN já se encontra em contacto com o Delegado de Saúde do Norte, muito embora a Diretora Geral da Saúde, Graça Freitas, tenha afirmado esta segunda-feira, em conferência de imprensa, que a organização da prova não consultou as autoridades competentes antes da realização do evento. “Confirmei com todos os meus colegas de autoridades de saúde que a prova não pediu nenhum tipo parecer a nenhuma autoridade de saúde. Não pediu à DGS, à administração regional do norte e ao seu departamento de saúde pública e também não pediu à autoridade de saúde territorialmente competente. Não foi dado nenhum parecer por parte das estruturas da saúde e agora o caso terá de ser visto noutra sede, para se perceber o que se terá passado porque não era suposto que a prova tivesse público. Ou pelo menos que tivesse sem que as autoridades de saúde fossem consultadas, uma vez que nas orientações que existem não está previsto público nas bancadas neste tipo de provas", concluiu a diretora geral da saúde.

Ao que a EQUITAÇÃO apurou, o caso já terá sido divulgado também junto da FEI, uma vez tratar-se de um concurso internacional. Embora o CHN afirme que as pessoas nas bancadas e em torno da pista não são consideradas público (mas familiares e/ou membros do staff dos cavaleiros), certo é que o distanciamento social não foi cumprido, situação que deveria ter sido advertida pelo Presidente do Júri (Ana Jordão) e que, caso a FEI assim o entenda, poderá também incorrer em processo.

Leia o comunicado do CHN AQUI

Leia as normas normas e orientações da DGS relativas a eventos desportivos AQUI

Foto: Marisa Suzano

 

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Autor:

Ana Filipe

anafilipe@invesporte.pt

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