Criação. 30 MAR 2020

Monte Velho e Torres Vaz Feire partilham genéticas

As coudelarias Monte Velho e Torres Vaz Freire deram inicio a uma parceria que envolve a troca dos seus garanhões, Equador MVL e Fogoso, para desenvolverem uma partilha de genética.


Tempo de Leitura: 3 Min

equador_fogoso

A parceria das duas coudelarias surgiu no âmbito do estado de saúde global, devido à Covid-19, no sentido de se apoiarem uma à outra, para isso, decidiram trocar os seus garanhões.

“Na situação em que nos encontramos, entendemos que deve haver um esforço entre as coudelarias, de forma a haver uma maior cooperação para que esta momento possa ser superado e as coudelarias Monte Velho e a Torres Vaz Feire são já muito sólidas e com os seus cavalos testados. Então, este ano, decidimos fazer em conjunto uma partilha de genética, porque entendemos que o Fogoso é um cavalo excepcional, que está em Grande Prémio, e apresenta características que podem combinar muito bem com as éguas de Monte Velho, assim como a Torre Vaz Freire entendeu que o Equador MVL, com as suas qualidades, pode também encaixar no perfil genético da éguada da Torre Vaz Feire”, referiu Diogo Lima Mayer.

O cavaleiro Rodrigo Torres também explicou que decidiu fazer a troca porque “por vezes tenho que abrir a minha genética e percebi que o Equador MVL não me estragava o que já tenho, mas pode-me melhorar várias coisas.”

João Torrão e Equador MVL - foto de Rui Godinho

João Torrão e Equador MVL // Foto RPG cedida pelo cavaleiro

Recorde-se que os dois cavalos fazem parte da equipa nacional de Dressage que apurou Portugal para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, apesar destes terem sido adiados para o próximo ano. Além disso, são dois garanhões que se encontram no nível máximo de Dressage em Grande Prémio.

Ambos os criadores não pouparam elogios aos dois animais. Diogo Lima Mayer aprecia o Fogoso pela sua “potência, equilíbrio e força” e Rodrigo Torres destaca os pontos fortes de Equador MVL, como o facto de ser um “cavalo completo, com um óptimo galope, além de que é um cavalo de Grande Prémio e com o potencial que todos nós sabemos.” 

Rodrigo Torres e Fogoso - foto de Rui Godinho

Rodrigo Torres e Fogoso // Foto RPG cedida pelo cavaleiro

Diogo Lima Mayer salienta ainda que “iniciativas como esta devem existir mais entre as coudelarias neste momento particularmente difícil. Acho que há margem para permutas e acordos de parceria, para minimizar uma situação que é preocupante.

Autor:

Ana Rita Moura

anaritamoura@invesporte.pt

QUER SABER MAIS SOBRE A CATEGORIA

Insira o seu e-mail e receba todas as novidades