Dressage. 31 OUT 2019

João Torrão e Equador MVL estreiam-se na Taça do Mundo

O conjunto luso recebeu um convite para aquele que é um dos eventos mais emblemáticos do calendário equestre. Ao que a EQUITAÇÃO apurou, a organização atribuiu a Portugal dois “Wild Cards”, cabendo o segundo convite a Maria Caetano que, a participar em Londres, será pela segunda vez.


Tempo de Leitura: 8 Min

joao

A elite internacional vai, uma vez mais este ano, encontrar-se no Olympia Internacional Horse Show que decorrerá em Londres, entre 16 e 22 de Dezembro. Entre os cavaleiros presentes vai estar o português João Torrão, como confirmou à EQUITAÇÃO o líder da equipa, Diogo Lima Mayer, montando o garanhão de Raça Lusitana Equador MVL, enquanto Maria Caetano (também convidada a marcar presença), com Coroado, ainda está a ultimar pormenores com vista à sua participação.

O Vice-Campeão Nacional, que este ano debutou em Grande Prémio e que em Agosto integrou a equipa nacional que carimbou o passaporte para Tóquio 2020, adiciona assim mais um concurso de alto nível à sua jovem carreira, estreando-se na Taça do Mundo, numa etapa onde estão já confirmados nomes como os de Carl Hester, Charlotte Dujardin ou Edward Gal.

A notícia foi confirmada à EQUITAÇÃO por Diogo Lima Mayer, criador e co-proprietário do cavalo, para quem este convite vem “reconhecer a qualidade do trabalho do João Torrão com o Equador”.

Para o líder da equipa João Torrão/Equador, treinada por Coralie Baldrey, foi com “enorme alegria que recebemos este convite para estar presentes no Olympia. É uma competição com uma mística muito própria e que no fundo é um sonho realizado para toda a equipa”, referiu para adiantar de imediato que o evento “tem uma atmosfera incrível. O convite foi uma boa notícia, mas dá-nos uma grande responsabilidade, uma vez que vamos participar num palco com enorme notoriedade”, disse.

Do ponto de vista do cavaleiro/cavalo, o nosso interlocutor adiantou que “para o conjunto João/Equador, é um regresso a um país que também nos diz muito, uma vez que foi em Inglaterra que realizamos a preparação para o Campeonato da Europa. Depois de uma prestação verdadeiramente histórica, nomeadamente em Hickstead, na Taça das Nações, em que Portugal venceu pela primeira vez como equipa, é o regresso a Inglaterra com o cavalo, neste momento, mais consistente, mais rodado e com muita esperança neste concurso”, afirmou.

Deixando de lado a alegria da atribuição do convite é, pois, tempo para se começar a pensar na preparação tendo em vista a participação do conjunto luso em Londres. Uma vez mais e após confirmação do convite, Diogo Lima Mayer, começou de imediato a dar seguimento ao muito trabalho que há a fazer para que o conjunto se apresente na sua melhor forma.

“Estamos ainda a um mês e poucos dias do evento o que nos dá tempo para preparar o concurso, muito embora tudo já esteja a ser tratado com tempo. O João vai ficar, novamente, instalado em casa do Carl Hester, como sabe um dos melhores cavaleiros e treinador de nível mundial, onde iniciará a preparação durante as semanas que antecedem o concurso”, confidenciou à EQUITAÇÃO.

 “Short version” testado pela segunda vez

Este ano, uma vez mais, na etapa da Taça do Mundo, a FEI vai voltar a testar o modelo de “short version” do Grande Prémio, em Londres. Uma versão mais curta da prova (não pode exceder os 5 minutos), onde pontificam algumas alterações, como a inclusão de música (cada cavaleiro escolhe a sua), assim como o encurtamento de vários exercícios, dando um ritmo diferente à competição tornando-a mais apelativa e interessante do ponto de vista do espectador.

Para Diogo Lima Mayer, estas alterações na reprise, onde a FEI apresenta como mais competitiva para os conjuntos e atrativa para o público “é um esquema que a FEI já testou o ano passado, precisamente neste evento e que repete este ano, mas com uma nova reprise”, concluiu.

Maria Caetano aguarda decisão

Ao que a EQUITAÇÃO apurou, o segundo “wild card” que a organização do Olympia Internacional Horse Show atribuiu a Portugal, foi direcionado a Maria Caetano que poderá marcar presença no evento pela segunda vez.

Maria Caetano_Coroado

Foto: CHIO Aachen - Tomas Holcbecher

 

 

Contactada pela nossa publicação, a cavaleira de Monforte, que se encontra na Alemanha a trabalhar na sua preparação e dos cavalos, referiu-nos estar “honrada com o convite”. Contudo, ainda não sabe se irá participar no Olympia 2019.

“Só depois de terminar toda a programação desportiva e o plano para o cavalo, é que poderei dizer se vou participar. Seria bastante interessante competir em Londres onde estão alguns dos melhores cavaleiros do mundo, mas tenho de falar com a equipa e depois decidir como vamos fazer”, disse.

Outra das preocupações de Maria Caetano prende-se com o facto de poder escolher outros eventos onde existe competição para além da Taça do Mundo, como Salzburgo, na Áustria. Ali, a cavaleira poderá participar com Coroado (GP Taça do Mundo) e com Fénix do Tineo (CDI4*), aproveitando para rodar os cavalos.

Mais do que participar em Olympia, a cavaleira nacional mantém o foco na preparação do cavalo Coroado, tendo em vista a participação nos Jogos Olímpicos.

“Neste momento, o nosso foco está na preparação do cavalo tendo em vista a participação em Tóquio 2020 que vai acontecer em Julho. Pretendemos ali chegar com o Coroado nas melhores condições físicas. Daí que a escolha das provas a realizar até lá, tenha de ser bem ponderada”, adiantou.

Outra das questões que pode pesar na decisão da cavaleira em participar ou não em Londres, é o facto de o GP Taça do Mundo, ser disputado no estilo “short version”, uma competição diferente daquela que terá lugar nos JO.

“Em Londres o GP Taça do Mundo vai ser disputado em ‘short version’ tal como aconteceu no ano passado. Esta é uma versão que ainda está em estudo e como o nosso principal foco é dotar o cavalo com as melhores condições físicas para Julho, não sei até que ponto participar neste evento será vantajoso, neste contexto”, concluiu.

Maria Caetano, esteve em 2018 em Olympia com o Cavalo Lusitano de 12 anos, Coroado (por Rubi e Luxélia por Xaquiro), criado pela Coudelaria de Alter e propriedade de Juan Manuel Cordeiro (Yeguada Fincatineo). Com ele, a cavaleira de Monforte já alcançou vários lugares de pódio que de resto lhe conferem o estatuto de figurar entre os melhores cavaleiros internacionais de Dressage. Caetano, fez parte da equipa nacional que garantiu em Roterdão, durante o Campeonato da Europa, o apuramento colectivo de Portugal para os próximos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

Consulte o programa do Olympia AQUI.

 

Mais informação sobre os cavaleiros:

- João Torrão e Equador MVL – Uma combinação perfeita

- Maria Caetano – A realização de um sonho

Autor:

José Costa

josecosta@invesporte.pt

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