Actualidade. 17 OUT 2019

Pintor da obra “Os Cavalos” morre aos 81 anos

“Nas minhas pinturas interessa-me reparar no espírito dos cavalos que se adaptam ao mundo dos homens, talvez de um modo semelhante ao do escravo ao mundo dos dominadores”, foram palavras de Manuel Amado em declarações à Revista EQUITAÇÃO, aquando da inauguração da sua exposição “Os Cavalos”


Tempo de Leitura: 2 Min

Manuel Amado1

Manuel Amado, um dos mais conhecidos pintores de arte contemporânea portuguesa, faleceu no passado dia 14, em Lisboa, aos 81 anos, vítima de doença prolongada.

Do seu legado, fazem parte obras como “Os Cavalos” e “Quadro Interior”, entre tantas outras obras, que ficam gravadas na história da pintura nacional.

Durante a sua longa carreira como pintor, Manuel Amado, viu a sua obra representada em diversas colecções públicas e privadas, como Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação das Descobertas (Centro Cultural de Belém), Fundação Millennium BCP, Fundação Oriente, Fundação EDP, Fundação Portugal Telecom, Fundação Cupertino de Miranda, Casa Museu Fernando Pessoa, Fundação Berardo e, no estrangeiro, na Fundação Jacqueline Vodoz e Bruno Danese (Itália), e na Fundação António Perez Museu de Arte Contemporânea (Espanha).

Nascido em Lisboa, em 1938, formado em arquitectura, foi na pintura que Manuel Amado cedo se deu a conhecer e à qual se dedicou em exclusivo desde 1987, num exercício de "percepção do invisível", como Paula Rego o definiu no seu percurso.

Manuel Amado 2

 

"É como se ele pintasse para erradicar um fantasma, algo que nunca conseguirá fazer", disse a pintora, quando fez a curadoria de uma retrospectiva do artista, em 2016.

Também José Cardoso Pires escreveu no catálogo de umas das primeiras exposições individuais de Manuel Amado, na Galeria de São Mamede que "em Manuel Amado o silêncio faz-se palavra pela celebração da luz. Vai mais longe: confere vida à cidade com a discretíssima insinuação de poesia e de segredo, que paira nesse mundo deserto de personagens".

Por todos respeitado e querido, Manuel Amado, ainda teve tempo para colaborar, através de diversos cenários, com grupos de teatro, entre os quais o Teatro Universitário de Lisboa, o Teatro da Malaposta e o Grupo 4/Teatro Aberto, para além de ter mantido a partir da década de 90, uma regular colaboração com a Manufactura de Tapeçarias de Portalegre.

Nesta hora de tristeza para as artes nacionais, a Revista EQUITAÇÃO apresenta à família enlutada, em particular e a todos os amigos do pintor, em geral, sentidas e sinceras condolências.

Autor:

José Costa

josecosta@invesporte.pt

QUER SABER MAIS SOBRE A CATEGORIA

Insira o seu e-mail e receba todas as novidades