Dressage. 09 SET 2019

Frederico Pinteus aposta na formação

O português, juiz internacional de 3*, tirou agora o curso de juiz internacional de Cavalos Novos.


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Frederico Pinteus

Foi este fim-de-semana, durante a final do Bundeschampionate, que Frederico Pinteus tirou o curso de juiz internacional de Cavalos Novos que, tal como o próprio adiantou à EQUITAÇÃO, funciona como "especialidade dentro do curso de juiz internacional. Aqui olha-se para a qualidade do cavalo, para o tipo do cavalo, para o potencial e para a anatomia".

Este é um curso da Federação Equestre Internacional e, "quando é feito em conjugação com a Federação Equestre Alemã, o nível é muito exigente", garante Frederico Pinteus. Com Dieter Schüle e o Ghislain Fouarge como directores do curso, foram três dias de "muito trabalho. Começámos na sexta-feira à tarde com uma introdução do que ia ser feito. No sábado de manhã tivemos uma aula teórica, com apresentações do que se pretende fazer e vídeos onde julgamos os cavalos. No sábado à tarde fizemos comentários à classe de 6 anos e atribuímos notas. Sábado à tarde tivemos o exame escrito. No domingo tivemos novamente vídeos da parte da manhã de cavalos de 6 e 7 anos e, de tarde, de 5 anos. Hoje tivemos a parte prática onde julgámos 20 cavalos de 5 anos e quatro cavalos de 6 anos, sempre com a supervisão dos directores do curso. Nós julgamos e as nossas notas têm que se aproximar às que eles dão à performance do cavalo. Depois disso tivemos o exame oral, onde avaliam a nossa prestação durante estes três dias", explica.

Este é um curso que se realiza uma a duas vezes por ano e, desta vez, havia apenas 20 lugares para juízes de todo o mundo. "Temos aqui pessoas da Nova Zelândia, EUA, Austrália, México, Alemanha, Holanda, Suíça e Portugal", informa Frederico Pinteus, acrescentando ainda que "o número de juízes internacionais de Cavalos Novos é inferior ao dos juízes internacionais de 3*, 4* e 5*, porque esta é uma especialidade onde se tem de dar mais atenção à parte da qualidade e da anatomia e movimentos do cavalo. Procura-se muito mais a qualidade do que propriamente a correcção. O potencial vem em primeiro lugar".

O curso decorreu no âmbito da final do Campeonato alemão, onde se "reúnem os melhores cavalos de toda a Alemanha, de 3, 4, 5, 6 e 7 anos, em Ensino, Obstáculos e CCE. Neste concurso estiveram cerca de 800 cavalos e 450 pessoas a trabalhar na organização. É o concurso mais conceituado, não só na Alemanha, mas também a nível mundial e é muito importante para os criadores, não só pela classificação dos cavalos, mas também pelas notas que são dadas em cada um dos andamentos", afirma o juiz internacional português, esclarecendo que as provas são julgadas de acordo cinco critérios: passo, trote, galope, submissão e a perspectiva/potencial do cavalo.

A competir estiveram dois cavaleiros portugueses. Carlos Caetano, que se classificou em 2.º lugar na final dos Cavalos de 5 anos, montando Federer 8, e Nuno Palma e Santos que, em Rock'n Roll Boy, terminou em 6.º na final dos Cavalos de 6 anos. Em relação ao primeiro conjunto, Frederico Pinteus afirma que foi "uma prestação fabuloso, o trote foi um dos melhores aqui pontuados". Quanto ao segundo binómio, o juiz adianta que "o cavalo era um pouco mais temperamental" e o resultado não foi aquele que seria esperado, muito também devido ao facto de ser "uma pista difícil, porque as tribunas têm muita gente e o público está próximo da pista".

 

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Autor:

Carla Laureano

carlalaureano@invesporte.pt

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