Comentário. 08 JAN 2020

Escola Portuguesa de Arte Equestre

Escrever e falar sobre a Escola Portuguesa de Arte Equestre (EPAE) nunca é demais. Como já disse num artigo anterior, a EPAE tem conseguido elevar o nome de Portugal em vários países para onde são convidados a apresentar-se, valorizando o nosso cavalo Lusitano.


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Como embaixadores do Lusitano temos, sem sombra de dúvida, a EPAE, o Centro Equestre da Lezíria Grande de Luís Valença (CELG) e Nuno Oliveira. Haverá outros, certo, mas que eu saiba estes são verdadeiramente os que melhor divulgaram o nosso cavalo além-fronteiras.

Ao longo de 40 anos, que este ano se celebram, a EPAE sofreu várias alterações – mudança de instalações, composição do elenco, esquema do carrossel, e mais recentemente, como já referi, a presença de elementos femininos – Mariana Boavida e Teresa Barbosa – nas apresentações, e a introdução de numerosas alterações que entendo positivas, e que, julgo, têm animado as Galas que decorrem na última sexta-feira de cada mês.

No dia 26 de Julho a Gala intitulou-se “Gala Esplendor de Arte Equestre” e contou com a participação do CELG, de Luís Valença.

Luís Valença tem sido um dos maiores divulgadores da arte equestre portuguesa. O CELG, além de na Europa, também marca presença na Ásia, América e África.

A Luísa e as suas três filhas foram desde sempre o grande suporte de Luís Valença. Actualmente a Bi, como todos a conhecem, está na Indonésia, perto de Jacarta. Ali é a incontestada embaixadora do cavalo Lusitano.

EPAE

No dia 30 de Agosto a Gala intitulou-se “Cavalos, Fados e Guitarradas”. A fadista foi a Isabelinha e devo dizer que foi um sucesso. Os cavaleiros da EPAE montavam enquanto Isabelinha cantava alguns fados completamente integrados no ambiente equestre que no Picadeiro Henrique Callado se vive. Na guitarra portuguesa esteve Luís Guerreiro, na viola de fado Bernardo Saldanha e contrabaixo Vasco Sousa.

No dia 27 de Setembro a gala intitulou-se “Gala Flamenca” e contou com a participação especial de Córdoba Ecuestre. Os espectáculos que esta associação equestre apresenta, um pouco por todo o mundo, “conjuga a arte equestre com música, danças típicas, belos cavalos e um ritmo andaluz inconfundível”, como é descrito no programa da Gala Flamenca.

No dia 17 de Novembro, às 18h, tivemos a oportunidade de assistir à Gala comemorativa dos 40 anos da EPAE. Esta Gala reuniu no Campo Pequeno três escolas equestres, além da portuguesa, a francesa o “Cadre Noir” de Saumur e a “Real Escuela Andaluza del Arte Ecuestre,” de Jerez, Espanha.

Foi um espectáculo extraordinário que, como descreve o programa da Gala, aliou “a alta escola equestre, a cultura e a tradição no pleno respeito pelo cavalo”.

Fotos: PSML/Pedro Dias

 

Artigo publicado in Revista Equitação n.º 140 , Novembro/Dezembro de 2019

 

EPAE1

Autor:

José Miguel Cabedo

equitacao@invesporte.pt

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