Maneio. 19 FEV 2019

Controlo Parasitário nos Equinos

Controlo e acompanhamento dos parasitas.


Tempo de Leitura: 4 min

O controlo e acompanhamento das cargas parasitárias são fundamentais para um bom funcionamento e rentabilidade de toda a produção equina. Assim, o conhecimento epidemiológico equino e todo o maneio de sanidade básica e de higiene são fundamentais para um controlo integrado das parasitoses equinas.

Sabemos que a evolução humana é constante, como as actividades a ela agregadas.

Durante estes últimos anos, as explorações agrícolas sofreram alterações. Estas alterações devem-se quer à redução do número médio de animais de outras espécies, quer à tipologia da exploração (tornando-a mais intensiva), entre muitos outros factores, alterando todo o maneio e a gestão da exploração. A procura de uma maior rentabilidade das explorações trouxe, até ao sector, novas técnicas mais eficazes, como a utilização de pastagens de regadio, aumentando o encabeçamento e consequentemente a carga animal. Através desta nova realidade de produção, verifica-se um aumento das parasitoses, das quais a sua transmissão e a sua resistência o potencializam.

Todos os cavalos adquirem infecções mistas por diferentes espécies de endoparasitas, afectando a saúde e o bem-estar dos equinos. controlo_parasitas01

São conhecidas cerca de 150 espécies de helmintes (que parasitam equinos), dos quais os mais importantes são parasitas gastrintestinais (estrongilídeos), grupo que engloba cerca de 70 espécies.

Por vezes, a ausência do conhecimento leva a uma má utilização dos Anti-Helmínticos (AH) (fármacos usados para a eliminação de cargas parasitarias), contribuindo para uma eficiência reduzida do ponto de vista do controlo parasitário.

Por outro lado, animais com níveis de parasitismo baixo ou negativo, aquando desparasitados com AH, levam a gastos desnecessários e também impedem o estabelecimento de uma imunidade natural nos equinos, contribuindo ainda para uma resistência farmacológica.  

Para um melhor acompanhamento das desparasitações, deve-se realizar exames copro-parasitalógicos (métodos qualitativos), de forma a conseguir avaliar o grau e tipo de parasitismo. Realizando a mesma metodologia, pós tratamento, de forma a conseguir avaliar a sua eficácia.

A utilização dos métodos quantitativos também é bastante importante, para uma vigilância sanitária equina, monitorizando assim o nível de Ovos por Grama de Fezes (OPG).

Devemos avaliar e observar alguns intervenientes (directos e indirectos) importantes, para melhorar a actuação do programa de desparasitação, são estes:

controlo_parasitas02

A utilização dos anti-helmínticos disponíveis e a adequação dos esquemas de controlo antiparasitário são fundamentais para o acompanhamento das novas realidades da parasitologia equina.

 

Sintomatologia parasitária / Diagnóstico

As infecções parasitárias nos equinos podem provocar os seguintes sintomas:

  • Espoliação alimentar - redução da digestão e da absorção de nutrientes;
  • Alterações digestivas - diarreias e perdas de apetite;
  • Traumas, com as migrações parasitárias;
  • Dano estrutural nos órgãos por onde migram e se alojam os parasitas;
  • Reacção alérgica - resultado do metabolismo dos parasitas;
  • Irritação e hemorragias intestinais;
  • Cólicas;
  • Anemia - no caso de parasitas hematófagos;
  • Quebras de crescimento;
  • Redução da performance;
  • Problemas de fertilidade;
  • Infecções subclínicas …

O risco de mortalidade por cólica em cavalos duplica quanto maior for a carga parasitária. Alguns estudos referem ainda que as éguas com idades compreendidas entre os 5 e os 15 anos são as mais afectadas.

Autor:

Carlos Miguel Dias Martins Maia

carlosmiguel_1996@hotmail.com

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