Entrevista. 26 NOV 2018

"É necessário ser-se teimoso, tapar os ouvidos e ser perseverante"

Entrevista a António Coelho de Sousa.


Tempo de Leitura: 22 min

Presidente do Conselho de Administração da Companhia das Lezírias (CL) e da (entretanto extinta) Fundação Alter Real, entre 2010-2011, António Coelho de Sousa está de regresso ao Monte de Braço de Prata, tendo assumido este ano a presidência da CL. O actual momento que se vive nesta instituição estatal, que coordena a Coudelaria de Alter, a produção cavalar e o plano de gestão são alguns dos temas abordados nesta entrevista exclusiva à EQUITAÇÃO.

EQUITAÇÃO - Após um interregno, regressou este ano à gestão da CL. O que encontrou de diferente nesta casa que tão bem conhece?

ANTÓNIO COELHO DE SOUSA - Esta casa é enorme. É enorme na sua idade, é enorme na sua história, é enorme no seu prestígio. A CL é uma sociedade anónima que tem um único accionista: o Estado. Cada Conselho de Administração (CA) que passa por aqui procura, na sua óptica, o melhor para a Companhia. Simplesmente, cada CA segue caminhos diferentes para chegar a um mesmo objectivo: fazer a empresa crescer e desenvolver-se. Para isso, uns podem focar-se numa estratégia de rentabilização pura e dura de tudo o que é actividade, outros numa estratégia de recentragem nos negócios mais rentáveis, focando investimentos, e outros numa estratégia de rentabilização responsável, não descurando investimentos. Tendo em conta o contexto actual, prefiro esta última estratégia, pois é ela que, normalmente, melhor consegue aliar sustentabilidade económico-financeira com sustentabilidade social e ambiental. Nunca nos devemos esquecer que é nas empresas que passamos grande parte do nosso tempo diário. E elas são feitas de Pessoas, humanas, com necessidades relacionais em ambientes sãos. Por onde tenho passado tenho-me preocupado com estas questões. Mas, por vezes, também compreendo que a pressão do dia-a-dia possa levar a algumas desfocagens.

Respondendo directamente à sua pergunta diria que encontrei a CL economicamente forte. Não nos devemos esquecer que estamos a falar de uma empresa da esfera pública que, há cerca de duas décadas, tem apresentado consecutivamente resultados líquidos positivos. Naturalmente, este facto é comprovativo da qualidade das suas Pessoas: administradores, directores e trabalhadores operacionais e administrativos. Vim encontrar muitas Pessoas que já cá estavam quando saí e que gostei muito de rever. E vim encontrar também pessoas novas que também gostei muito de conhecer. Vim encontrar uma empresa robusta em termos económicos, na linha da sua trajectória histórica, mas um pouco mais débil em termos de capital relacional. Um dos grandes empreendimentos será, precisamente, melhorar esta vertente.

Em entrevista à EQUITAÇÃO TV em 2011 dizia que “a CL não é uma empresa, é uma instituição”. Gostava que comentasse esta frase.

Disse-o em 2011 e hoje repito-o, mas de forma renovada, afirmando que “a CL, para além de uma empresa é uma instituição”. Isto porque, conforme já tive oportunidade de referir, a vertente empresarial tem sido bem sucedida ao longo dos anos e à sua sustentabilidade económico-financeira, aliam-se a social e a ambiental. Naturalmente, não esquecendo o apoio à investigação científica, área que a CL não tem descurado, possuindo parcerias protocoladas e a funcionar, com diversas instituições de ensino superior, de norte a sul do país. Para além de tudo isto, a sua idade, quase bicentenária, eleva-a também à dimensão de Instituição. Se a CL existe ainda hoje é porque conseguiu passar pelo filtro do tempo, ao longo de 182 anos. E isso não é para todas.

António Coelho de Sousa_1

A CL é a maior exploração agro-pecuária de Portugal, com uma diversidade de actividades. Actualmente, que importância tem o sector equino?

Uma das maiores riquezas da CL é, efectivamente, a sua diversidade de actividades, produtos e serviços. Produzimos cortiça, arroz, milho, madeira, pinhas, vinho, azeite e gado bovino. Temos também serviços turísticos, rendas e três coudelarias para gerir.

As coudelarias consubstanciam um negócio de nicho, com pouco peso no volume de negócios global da empresa e, normalmente, deficitário em termos económicos. Mas muito rico na património intangível, pela actuação na preservação da genética. Naturalmente que a vertente da competição é também muito importante, proporcionando-nos cada vez mais notoriedade, um valor hoje inestimável.Zinque das Lezírias

Há cavalos com o ferro CL em diversos países, alguns deles a competir. Esse é o resultado de um trabalho iniciado há vários anos. Considera que a Coudelaria acertou na estratégia a seguir para agora colher os frutos?

Claro que sim. Isto é fruto de um percurso longo e árduo de trabalho, ainda que muitos teimem em assim não o entender. Obviamente que podemos sempre melhorar. É nisso que estamos empenhados. Nada se consegue sem trabalho. Muitas vezes é necessário ser-se teimoso, tapar os ouvidos e ser perseverante. Os resultados virão.

Este ano diversos cavalos de criação da CL, apresentados por José Miguel Barbosa, tiveram resultados de relevo em Concursos de Modelo e Andamento (ver em baixo). Qual o futuro destes animais? Ficarão pela Companhia ou vão apostar em provas funcionais?

Alguns já não nos pertencem como, por exemplo, o Zinque das Lezírias, Micas das Lezírias e o Faquir das Lezírias. As éguas pertencem ao efectivo reprodutor e as poldras para sua reposição, pelo que em princípio irão manter-se na CL. Quanto aos machos, por serem ainda bastante jovens, serão preparados para venda e, dependendo da sua evolução, será definido o seu destino, tendo sempre por ambição que futuramente possam vir a competir em provas funcionais, quer seja na nossa posse quer seja na de terceiros. Em termos gerais, é isto que está definido com o responsável técnico do sector equino da CL, Eng.º Francisco Perestrelo.

Outra das vertentes da CL é o Centro Hípico do Braço de Prata, este ano, palco dos Jogos Equestres Nacionais, que deu uma dinâmica positiva ao espaço. O que preconiza para uma maior utilização deste centro?

Temos um dos melhores centros hípicos do país e este complexo deverá ser dinamizado com mais provas. É muito bonito e limpo, mas isso não chega. Talvez tenha de ficar mais “sujo”… Temos de alargar o leque de parcerias e o movimento naquele complexo. O restaurante “A Coudelaria” é muito bom e está ali mesmo ao lado. Para além disso temos o complexo de bungalows, com relva e piscina, como alojamento de excelência, recentemente licenciado pelo Turismo de Portugal e pronto a acolher também os especialistas e leigos do mundo do cavalo e não só. Portanto, temos tudo num só espaço: centro hípico, comida e alojamento. Tudo do melhor. Vamos aproveitar.

Jockey

Sabemos que uma propriedade predominantemente agrícola com a dimensão da CL é singular e de difícil gestão. Como se conseguem obter números positivos e, já agora, quais foram os resultados líquidos relativos a 2017?

Sabe que a Gestão não tem receitas. Um dos maiores erros de quem pratica gestão é ser dogmático. Costumo dizer, de forma simplista, que gerir é um misto de arte e ciência para decidir. Decidir é, afinal, escolher de entre várias alternativas que se nos colocam, aquela que nos parece a melhor. Podemos fazer isso de três formas: apostar tudo na intuição (sorte), apostar tudo na razão (conhecimento), ou apostar num misto de intuição e razão. Eu prefiro esta terceira via e, em função das condições contextuais de cada momento, utilizar uma combinação variável de intuição e razão. Não me tenho dado mal com esta opção. Sou doutorado em gestão, com especialidade em gestão estratégica e aplicada ao sector agroalimentar. Fiz grande parte da minha formação no Instituto Agronómico de Montpellier e na Universidade de Évora, instituições onde aprendi muito e onde ensinei (e continuo a ensinar) também muito. Já passei pela gestão de diversas instituições e empresas. Não me tenho dado mal. Normalmente os resultados acabam por aparecer. Por exemplo da última vez que estive na CL, os resultados aumentaram cerca de 100% no primeiro ano e de 140% no segundo (relativamente ao ano anterior).

Para mim o conhecimento é o factor produtivo do século XXI e quem o tiver e conseguir bem aplicar, terá maior probabilidade de colocar a sua empresa à frente das outras. É preciso estarmos conscientes que o conhecimento tem características diferentes dos três factores produtivos tradicionais (terra, capital e trabalho): ele é intangível, altamente móvel e quando se reparte tem tendência a aumentar e não a diminuir (quando duas pessoas trocam conhecimento as duas ficam com mais). É por isso que o conhecimento nunca deve ser escondido. Quanto mais ele circular mais cresce. Só quem conhece pouco se preocupa em esconder o conhecimento. Mas atenção que o conhecimento só por si não vale grande coisa. Ele só cria valor se for aplicado.

Preocupo-me sempre em basear a minha Gestão no conhecimento, procurando utilizar as ferramentas de apoio à decisão mais adequadas a cada contexto. E quando isso é insufi ciente, junto-lhe uma pitada de intuição. É isto que faço no meu dia-a-dia, sabendo, no entanto, que posso errar. Mas esse é o risco da Gestão, a tal ciência e arte que nos ajuda a avançar para as decisões que, quotidianamente, temos de tomar. Também sabemos que no mundo actual, o preço da não decisão é, normalmente, maior que o preço da decisão errada. À condição do erro não ser grande e poder ser rapidamente corrigido.

Portanto, gerir a CL é, como diz, singular. Mas não concordo consigo quando diz que é difícil. Não tem de ser necessariamente difícil. É, sim, natural. É como encaro a Gestão da CL. Eu e também as minhas duas colegas do actual Conselho de Administração, a Dra. Georgete Félix e a Engª Isabel Vinagre. Formamos uma equipa imbuída deste espírito. Quanto aos resultados Líquidos da CL, superaram os 3 milhões de euros em 2017.

Ibanero

Que ideias traz para a nova gestão da CL, com especial enfoque na produção cavalar?

Genericamente, as linhas mestras são: Rentabilização Responsável, Foco nos Recursos Humanos e na Reorganização de Processos, Reestruturação do Turismo e Melhoramento da Comunicação e Imagem. Tudo isto para a CL no seu todo e, naturalmente, também para a produção cavalar.

De tempos a tempos ouvimos falar de privatização. Continua um assunto em cima da mesa?

Não. Penso que é um assunto enterrado. De vez em quando surgem por aí uns fantasmas… mas não passam disso.

Hoje em dia, já não é só a CL, é também a Coudelaria de Alter que tem por inerência a sua gestão. Em que estado encontrou este organismo?

A Coudelaria de Alter foi objecto de profunda reestruturação, com a integração da sua gestão na Companhia das Lezírias e penso que foi um passo acertado. Fui conhecedor, por dentro, da Fundação Alter Real, pois fui o seu penúltimo Presidente. Era um modelo desajustado que não tinha condições para funcionar. O modelo actual é melhor e a instituição ganhou com isso. Está no bom caminho.

O que se pode fazer para tornar Alter um projecto com futuro, moderno e competitivo, quer na criação, quer nos sectores de actividade que se integram, nomeadamente o turismo?

A Coudelaria de Alter é um mundo de uma riqueza (imaterial) incalculável. É ainda mais antiga que a própria Companhia das Lezírias. Aquela instituição tem tudo o que diz respeito ao mundo equestre. Tem história, reprodução, certificação, registo e preservação das raças, com especial relevo para o Puro Sangue Lusitano. Tem investigação e cuidados de saúde animal, laboratório de genética molecular, banco de DNA, actividades de formação, de turismo equestre e de visitação. Tudo concentrado num único local. Para ser um Projecto, ou uma Realidade, com futuro, moderna e competitiva, tem-lhe faltado sempre, em algum momento, qualquer coisa. Umas vezes a organização, outras vezes os recursos financeiros, outras vezes as pessoas certas nos lugares certos. Nunca se encaixou tudo ao mesmo tempo. Penso que está na hora de isso acontecer. E se isso acontecer será extraordinário para o nosso país ao nível equestre e não só. Este potencial enorme, nunca deixou de ser isso mesmo: só potencial. Penso que se estão a reunir as condições para que esse potencial se possa, finalmente, transformar numa excelente realidade do mundo do cavalo. E em todas as suas vertentes.

Braço de Prata_1

 

Em Março deste ano a Coudelaria de Alter do Chão integrou o novo conjunto de edifícios públicos que vão a concurso no âmbito do programa REVIVE. Qual o ponto da situação e o que se espera em termos de retorno?

O Programa REVIVE da Coudelaria de Alter consubstanciou um concurso internacional que veio a classificar em primeiro lugar o Grupo Vila Galé. Na altura em que lhe estou a dar esta entrevista o concurso ainda não está encerrado, pois o contrato ainda não foi assinado, estando a decorrer o prazo normal para o efeito. É um projecto que pode, efectivamente, transformar Alter num destino turístico de excelência. É um Projecto de mudança que traz riqueza e emprego para aquela região do interior. A Coudelaria em todas as suas vertentes terá que se transformar para melhor. E isso está prestes a acontecer. A CL estará cá para ajudar, com rigor e empenho, nesta gestão da mudança.António Coelho de Sousa

Muitos antes dele também se destacaram, contudo, até à data, é inegável que Rubi é o cavalo que mais longe levou o nome de Alter Real, fruto do resultado obtido nos Jogos Olímpicos. Iremos ver um “novo Rubi” em breve nas pistas internacionais de Dressage com iguais notas?

Até à data o Rubi foi o cavalo que mais alto elevou o nome Alter Real. É difícil fazer futurologia. Apenas diria que igualar o Rubi talvez seja difícil, até porque as variáveis contextuais são outras. Mas existem vários filhos dele a competir em Grande Prémio, como o Beirão (AR), o Coronel (AR) e o Coroado (AR) que acabou de representar Portugal nos Jogos Equestres Mundiais, em Tryon, nos EUA, montado por Maria Caetano, obtendo classificações acima de 71% nas provas GP e GPS. Conforme diz recorrentemente o responsável operacional pela Coudelaria de Alter, Eng.º Francisco Beja, opinião que acompanho, todos os cavalos que entraram recentemente para a equipa de competição da Coudelaria de Alter podem chegar longe e, certamente, irão fazê-lo, ou pelo menos manterão um bom nível.

Que papel desempenha actualmente a Coudelaria Nacional?

A Coudelaria Nacional, depois da extinção da Fundação Alter Real passou por uma fase de reestruturação. Hoje está integrada na Tapada do Arneiro, em Alter do Chão, continuando activa e em plena produção de cavalos.

Os Sorraias são um pequeno núcleo de cavalos muito importante. Fazem parte de um património genético muito valioso e de grande interesse zootécnico. A Coudelaria Nacional tem 20 éguas de ventre Sorraias, sendo os cavalos usados nas mais diferentes áreas. Existe um trabalho recente de divulgação e preservação da raça, estando protocolados vários animais com diversas instituições. A Coudelaria tem vários reprodutores machos e usa-os na sela, na sua generalidade, e na atrelagem.

Quantos animais estão a nascer por ano nas Coudelarias?

Na Coudelaria Alter Real estão a nascer cerca de 50 animais por ano e na Coudelaria da Companhia das Lezírias cerca de 15 animais. Enquanto o efectivo de Alter conta com cerca de 500 animais (alguns deslocalizados em parcerias protocoladas), o efectivo da CL tem cerca de 80.

Os padreadores usados este ano na CL foram: Giraldo (MVL), Trovador (João Maia), Equador (MVL), Casa Cadaval (OGC), Lagoalva (ICL), Escorial (C.Sta. Bárbara, Torre (SG) e Ídolo d’Atela (FBC). Já na Coudelaria de Alter foram usados como garanhões: Beirão, Rabelo, Gasquete, Graínho, Que-jovem, Vejetal, Gahucho, Coronel, Rubi e Viheste.

Coudelaria Companhia das Lezírias - destaques nas competições equestres de 2018

- Jockey: vencedor nos dois dias das provas para cavalos de 4 anos, da Taça de Portugal de Dressage (TPD), realizadas a 15 e 16 de Setembro,

na CL. Actual Campeão Nacional de Dressage de 4 anos, é fi nalista da TPD que decorrerá, em Dezembro, em Alfeizerão.

- Joba II: competiu em CDN’s no nível Preliminar, com pontuações acima dos 70%.

- Ibanero: Uma vitória e um 3.º lugar nas provas para cavalos de 5 anos da TPD, realizadas a 15 e 16 de Setembro.

- Beirão: Fez qualifi cativas para os Jogos Equestres Mundiais e Campeonato Nacional em nível Grande Prémio. Encontra-se em 3.º lugar do ranking sénior nacional com 1242 pontos e em 228º lugar do ranking mundial de Dressage.

- Douro: montado por Yoann Pinto, ao abrigo de um protocolo com a DP Dressage, participou em várias provas de âmbito nacional com vista ao entrosamento do conjunto e algumas provas internacionais para obter mínimos para o Campeonato da Europa de YR, onde representou Portugal. Está neste momento em 4.º lugar do ranking nacional de Jovens Cavaleiros com 1011 pontos e em 114.º no ranking mundial.

- Coroado: representou Portugal nos Jogos Equestres Mundiais 2018, em Tryon, sob a lide de Maria Caetano, obtendo classificações acima de 71% nas provas GP e GPS.

Os mais jovens Joba II, Jockey e Ibanero entraram recentemente para equipa de competição, prevendo-se que em breve sejam admitidos como garanhões da raça Lusitana.

 

Coudelaria Companhia das Lezírias - destaques nas competições equestres de 2018

- Campeonato do Mundo de Eq. de Trabalho:

Zinque das Lezírias (Campeão do Mundo)

- Expoégua:

Impala das Lezírias (2º lugar – égua afilhada)

Leviano das Lezírias (2º lugar – poldro de 2 anos)

Micas das Lezírias (3º lugar – poldra de 2 anos)

Neco das Lezírias (4º lugar – poldro de 1 ano)

- Feira Nacional de Agricultura de Santarém:

Zuquita das Lezírias (1º lugar, concurso nacional de égua afilhada – poldro de 2 anos)

Xélica das Lezírias (2º lugar, concurso nacional de égua afilhada – poldro de 2 anos)

Ímpar das Lezírias (3º lugar, concurso nacional de égua afilhada – poldro de 2 anos)

Osíris das Lezírias (1º lugar – poldro mama)

Xélica das Lezírias (1º lugar, concurso nacional oficial de coudelarias portuguesas)

Zuquita das Lezírias (1º lugar, concurso nacional oficial de coudelarias portuguesas)

Ímpar das Lezírias (1º lugar, concurso nacional oficial de coudelarias portuguesas)

- Festival Internacional do Cavalo Puro Sangue Lusitano (Cascais):

Zuquita das Lezírias (2º lugar – égua afilhada)

Xélica das Lezírias (1º lugar – grupo 3 éguas afilhadas)

Zuquita das Lezírias (1º lugar – grupo 3 éguas afilhada)

Impar das Lezírias (1º lugar – grupo 3 éguas afilhada)

Faquir das Lezírias (4º lugar – cavalos 5 anos e +)

Maestro das Lezírias (2º lugar – poldro 2 anos)

Nuelo das Lezírias (1º lugar – poldra 1 ano)

Melhor Coudelaria (3º lugar)

- Feira do Cavalo de Ponte de Lima:

Zuquita das Lezírias (1º lugar – égua afi lhada)

Maestro das Lezírias (2º lugar – poldro 2 anos)

Nico das Lezírias (3º lugar – poldro 1 ano)

Nuelo das Lezírias (Campeão Macho, Campeão de Campeões – poldro 1 ano)

Melhor Coudelaria (1º lugar)

- Ibério das Lezírias: dois 1º lugares nas provas CDN, montado por Catarina Lopes, no complexo de Braço de Prata, em 15 e 16 de Setembro

 

Artigo publicado in Revista Equitação n.º 133 , Setembro/Outubro de 2018

Autor:

Ana Filipe

anafilipe@invesporte.pt

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