Formação. 07 NOV 2018

A formação nunca foi de mais…

Quantas vezes já passou por situações em que teve de falar com o seu médico veterinário e não sabia muito bem o que dizer? Ou em que não entendeu o que ele lhe quis dizer?


Tempo de Leitura: 5 min

Todos nós já nos deparámos com situações em que tivemos de socorrer um cavalo, prestar os primeiros auxílios até que o médico veterinário chegasse. Nem sempre é fácil prestar auxílio quando não sabemos o que fazer e como fazer, mas acima de tudo quando não sabemos quais os riscos envolvidos.

Uma ferida num cavalo pode ser um verdadeiro drama se não for bem avaliada. Se não souber com exactidão que estruturas podem estar envolvidas, facilmente se “estraga um cavalo”. Vejamos, por exemplo, uma ferida num boleto: poderá facilmente perfurar a articulação e causar uma artrite séptica. A artrite séptica, explicando muito resumidamente, é uma infecção numa articulação que leva à destruição progressiva da mesma. O seu tratamento é complicado e prolongado. O prognóstico melhora quanto mais cedo for diagnosticada.

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Temos ainda uma das maiores preocupações de quem trabalha com cavalos: as cólicas. A cólica é nada mais do que dor abdominal; no entanto, tudo complica quando se tenta perceber a causa que está na base desta dor abdominal. O leque de hipóteses é diverso e pode ir desde uma simples indisposição até um deslocamento de intestino, ou até a problemas muito mais graves e fatais, como é o caso de uma ruptura do mesmo. Deste modo, a prevenção é o melhor tratamento para as cólicas. Uma boa alimentação, pensada para cada cavalo, tendo em conta as suas necessidades particulares e conjugada com o tipo e intensidade de exercício que faz, sem nunca esquecer a boa qualidade dos alimentos, diminui em muito a probabilidade de estas ocorrerem. Contudo, nem sempre se consegue evitar que elas ocorram, seja por mau maneio ou porque ocorreu algo nefasto com o cavalo. Neste caso, a detecção precoce é essencial e aumenta bastante a probabilidade de sucesso. As cólicas podem ter resolução médica ou cirúrgica – isto é, podem necessitar de resolução cirúrgica ou pode ser suficiente que o médico veterinário efectue tratamentos e procedimentos específicos. Uma cólica com indicação cirúrgica é, por exemplo, uma cólica por deslocamento ou torção intestinal; neste quadro mais grave, quanto mais cedo forem detectados os sinais, maior serão as probabilidades de o cavalo sobreviver e prosseguir a sua vida. Já uma cólica de resolução médica é, por exemplo, uma cólica por impactação, que pode ser facilmente resolvida por um médico veterinário se for detectada precocemente. Porém, se demorar algumas horas até que se detectem os sinais, a sua resolução não será tão fácil, podendo só ter resolução cirúrgica ou até apresentando-se como fatal para o cavalo.

Cavalo

O grande problema é que os cavalos muitas vezes mostram os seus sinais de dor e desconforto tão tenuemente que se tornam quase imperceptíveis, dificultando a sua detecção e subsequente diagnóstico. Até agora, descobrir precocemente e com exactidão que tipo de problema existe era algo que estava restrito aos médicos e enfermeiros veterinários. Acontece que estes não estão em contexto de permanência no local onde a evolução desses problemas ocorre e cuja sintomatologia acaba por se evidenciar, estando apenas disponíveis por chamada. As más avaliações de risco e de prioridades devem-se muitas vezes a indicações pouco correctas de como está o cavalo.

A Master D lançou recentemente uma nova formação em Auxiliar de Veterinária de Equinos, dirigida a quem tenha interesse em prestar cuidados de saúde a cavalos. Esta formação, totalmente personalizável e com a componente teórica a distância, possibilitará a conjugação do seu tempo de trabalho ao percurso que traçar para completar a sua formação, podendo prosseguir neste investimento profissional às horas que mais lhe convier.

Com esta formação poderá prestar os primeiros cuidados aos cavalos com exatidão e sem erros, bem como avaliar cada situação de uma forma correta e assertiva. Tudo isto se traduzirá numa comunicação eficaz com o médico veterinário, que certamente irá conferir rapidez e eficácia à resolução dos problemas, diminuindo assim as perdas económicas relacionadas às lesões ou doenças.

A formação é composta por uma componente teórica a distância e uma componente prática, realizada em coudelarias e centros hípicos parceiros.

A Master D conta já com várias parcerias, entre as quais destacamos o Clube Equestre Equinostrum em Faro e a Associação Equestre Todos a Galope em Lisboa.

 

Autor:

João de Amorim Salgueiro

equitacao@invesporte.pt

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